Entrevista: Pr. Almir Seifert

por mar 15, 2011Notícias0 Comentários

O Pr. Almir A. Seifert compartilha com os leitores do Jornal Batista Sul-Mato-Grossense parte do abençoado ministério que desenvolve há 17 anos, na Primeira Batista de São Gabriel do Oeste, que foi uma das dez igrejas mais fiéis do Estado no envio do Plano Cooperativo nos últimos três anos, e a qual o Senhor tem honrado acrescentando vidas salvas por Jesus.

O Batista: Quem é o Pr. Almir?
Pr. Almir: Sou o 8º. filho de uma família de 9 irmãos. Descendente dos primeiros batistas do Rio Grande do Sul. (Tataravô, pastor. Bisavô, pastor. Avô, pregador leigo).   Formado pela Faculdade Teológica Batista do Paraná e Pós-Graduado em N.T. Casado com uma filha do Rei, Ministra de Louvor e Adoração – Marta Esperandio Seifert. Deus nos deu três príncipes: Ragner, Lucas e Dann.  Residem, trabalham e estudam em Curitiba, envolvidos no ministério de música da PIB de Curitiba.

O Batista: Qual o contexto em que a igreja está inserida?

Pr. Almir: A cidade de São Gabriel do Oeste começou a ser construída há 35 anos. É formada por sul-mato-grossenses, paranaenses, catarinenses, gaúchos, paulistas, nordestinos, mas todos de coração sul-mato-grossenses. Cidade com 24 mil habitantes e mais 6 mil na zona rural. A maioria do povo é de origem católica. Deve haver hoje cerca de 2.500 evangélicos entre as mais de 30 denominações diferentes. São Gabriel do Oeste deve ter 80% da sua área ocupada pela agricultura e 20% pela pecuária. Temos também um dos maiores polos produtores de suínos. Cerca de 3.000 animais/dia. Apesar de não faltar trabalho, temos um contingente de carentes.

O Batista: Características da Primeira Igreja Batista em São Gabriel do Oeste (SGO).

Pr. Almir: A PIB de SGO pela graça de Deus tem-se destacado como referência evangélica e segundo dizem, a igreja evangélica mais numerosa. Foi organizada há 27 anos. Procuramos ser uma igreja coerente, organizada, dinâmica e aberta para a cidade no atendimento espiritual, cultural e social.

O Batista: O senhor está à frente da igreja há 17 anos. Nesse período a igreja passou de 66 para 402 membros. A que o senhor atribui esse crescimento, em uma cidade tão pequena e com tantas denominações?

Pr. Almir: Um pequeno grupo, porém, que aceitou o desafio da contextualização de um modelo de ministério que levasse a igreja a alcançar mais do propósito de Deus, que é a salvação de todos nesta cidade e região. Deus já tinha me convencido, desde o Rio Grande do Sul, que existem modelos bíblicos de eclesiologia que poderiam nos levar a uma crescimento bem maior do que o modelo convencional.

O Batista: Que modelo de eclesiologia o pastor adotou?

Pr. Almir: Eu creio na necessidade de pegar a “onda” e surfar o mais longe possível. E quando esta “onda” tem referência bíblica de algo que deu certo há 20 séculos e foi providência do Espírito Santo, e atende a necessidade humana ainda hoje, então é modelo que ainda vai produzir muito em nossos dias. O modelo que adotamos é o de Pequenos Grupos dirigidos por Líderes e seus Auxiliares. Líderes atendidos por Supervisores de Líderes, que são atendidos por Pastores de Área e que são apascentados por um Pastor Geral. Adotamos o modelo original de Células.

O Batista: Como é realizado o trabalho nas Células?

Pr. Almir: Apesar de estarmos nisso há 12 anos, ainda estamos no início de todo potencial desta maneira de ser igreja. Tentamos evitar que as Células se tornem apenas um programa. Entendemos que um grupo que se une numa Célula deve exercer um estilo de vida que também leve os novos convertidos ao comprometimento com os valores do Reino de Jesus Cristo. Além dos encontros semanais com apoio de material produzido pela área pastoral e multiplicado pela nossa secretaria, dando possibilidade para que todos sigam a mesma visão, todos também são desafiados a se importarem com amigos que possam ser abençoados com o pastoreio da Célula. Além disso, temos os encontros, que sempre são de muita ministração ao coração e de muita festa. Afinal, cristão tem todos os motivos para festejar o dia todo e todo dia.

O Batista: Em nossa conversa, o pastor afirmou “que o trabalho nos pequenos grupos desenvolve naturalmente a visão de propósitos”. Como isso ocorre?

Pr. Almir: Creio que foi uma providência de Deus diante do nosso desejo de otimizar todas as áreas de ministérios da igreja. Orientamos que o nosso alvo e o esforço de tudo e de todos devem culminar no propósito de alcançar vidas e integrá-las com seus dons e talentos nas diferentes áreas. Então liberamos os líderes dos ministérios para trabalharem nas diferentes esferas com a mesma visão, e que não esperem por muitas reuniões ou decisões de assembleias o que já está decidido como seu ministério. As Assembleias são para as macrodecisões e principalmente para oficializar novos membros. Quando a liderança, estimulada a participar em Congressos em vários lugares do Brasil, era confrontada com a teoria da Igreja com Propósitos, todos percebiam que na maioria dos itens já estávamos experimentando na prática aquela orientação pela maneira como fomos levados a viver a visão de Células.

O Batista: E quanto aos ministérios da igreja?

Pr. Almir: Da mesma forma também desenvolvemos na prática e de forma natural um pouco da organização da visão da Rede de Ministérios, contextualizada à nossa necessidade e realidade.  Todas ás áreas de atendimento consideramos ministérios. Hoje são vinte e duas áreas ministeriais, sem enumerar os ministérios subordinados.

O Batista: Em que consiste o trabalho “Celebrando a Recuperação” (CR)? Há quanto tempo a igreja o desenvolve?

Pr. Almir: Este ministério já existe aqui há 6 anos. A origem é dos EUA. No segundo ano no Brasil fomos buscar subsídios na PIB de São José do Campos.  É um ministério semelhante ao que o AA oferece, porém com a fundamental diferença, o CR é Cristocêntrico.  A ministração é feita por voluntários que já passaram pelos passos de estudos e todo processo que pode levar até dois anos de preparo. Os participantes podem receber apoio emocional e espiritual o tempo que quiserem. É um trabalho aberto a toda comunidade, com encontros semanais para atender um grande leque de necessidades, como adicções, maus hábitos, desvios de caráter, etc. Estamos preparando a criação da Associação Restaurar, como fruto do Celebrando a Recuperação.

O Batista: Que tipo de liturgia a igreja adota?

Pr. Almir: Organizada, dinâmica e aberta para a ação de Deus e participação dos adoradores.   Nas Celebrações a rotina é não ter rotina.  Os participantes do programa recebem o roteiro das atividades, mas cada domingo a gostosa expectativa de como será mais aquele momento é um ingrediente a mais na celebração.

O Batista: Em que a Escola Bíblica Dinâmica, adotada pela igreja, diferencia-se da Escola Bíblica tradicional?

Pr. Almir: Não é questão de ser diferente. O objetivo é mantê-la dinâmica e o mais proveitosa possível. Além disso, a Escola Bíblica Dinâmica ultrapassa a barreira do domingo. Alguns estudos acontecem em outros dias da semana também.   Faz tempo adotamos alguns cursos certificados pela Universidade da Família para dar formação específica em áreas distintas. O trilho de treinamento é feito com a escolha dos melhores materiais, de diferentes origens, que estão à disposição. Além das classes normais de crianças até juniores, Classe Nova Vida e Adultos, oferecemos cursos de finanças (Crown), Mulher Única, Homem ao Máximo, Aliança (Casais), Músicos Adoradores, Evangelismo Explosivo (teórico), Celebrando a Recuperação, etc.

O Batista: Que experiência a Igreja tem vivido na área de missões?

Pr. Almir: Quando ouvimos do Pr. Gilson o que já se fazia na Primeira Batista em Campo Grande quanto ao Real Missionário, sugeri à liderança e a igreja prontamente aceitou o desafio. Em fevereiro de 2010, começamos a nossa experiência. Depois adotamos o modelo da Missão Global e por enquanto tem sido mais abençoador do que as campanhas periódicas que fazíamos antes para cada área de missões.

O Batista: Qual a recomendação que daria para os pastores e igrejas de nossa Convenção?

Pr. Almir: Tenho demonstrado meu interesse em animar colegas para ministérios alternativos, principalmente a visão do ministério em pequenos grupos, ou Células.  Não tenho, necessariamente, recomendações, digo apenas que a mente aberta para Deus é oportunidade que Ele terá de nos usar e dinamizar todo potencial que são as ovelhas do Senhor, as quais temos a incumbência de pastorear. Nunca perdendo o foco da essência, que é a Palavra de Deus, mas os Modelos Eclesiásticos devem ser alternativos. Eles não podem se cristalizar a ponto de perdermos o nosso tempo na história e estagnarmos.

O Batista: Gostaria de acrescentar algo?

Pr. Almir: Creio que já ultrapassei o espaço possível e disponível neste jornal, mas me sinto totalmente à vontade e honrado em poder abrir meu coração e compartilhar da minha experiência, que é extremamente simples. Deus tem sido muito generoso comigo, com a minha família e esta Igreja que Deus me confiou por todo este tempo. Minha gratidão a Ele pela possibilidade de compartilhar o ministério local com a minha esposa Marta, a nossa Ministra de Música, o Pr. Alessandro Fiorentim, e o futuro pastor Wesley Fernandes, os nossos primeiros Pastores de Área. E sem dúvida, Deus nos deu uma equipe de Líderes fantásticos, com quem dividimos tudo que o Senhor nos manda e permite. Que bom fazer parte desta família Batista do MS, um povo que se importa!

Anderson Solano

Anderson Solano

Publicitário, chefe do departamento de comunicação social e gestor de TI.

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