Trans-RS, estivemos lá!

por mar 15, 2011Notícias0 Comentários

A Trans do Rio Grande do Sul teve início no dia 15 de janeiro do corrente ano, tendo como base as cidades de Porto Alegre, Caxias, Passo Fundo e Pelotas, onde mais de 685 voluntários de todo o Brasil se reuniram com um único propósito de pregar o evangelho que traz vida. Soubemos que várias igrejas de nosso Estado, como por exemplo, PIB Coxim, PIB São Gabriel, PIB Dourados, PIB de Campo Grande e Memorial de Campo Grande estiveram participando em diferentes bases. No aeroporto já se iniciava o movimento. Fomos recepcionados pelos jovens batistas do RS com muito carinho. Eles nos encaminharam para a base de Porto Alegre, na Igreja Batista Central. Todos fomos comissionados no culto de abertura da Trans, e logo depois cada um foi para a sua respectiva frente missionária, que no total eram 47 em todo o Estado.

Nos primeiros dias, tivemos treinamentos de capacitação para o evangelismo. Começamos nosso trabalho efetivamente no dia 18/01 nas ruas, onde pudemos abordar as pessoas através de folhetos evangelísticos e de recenseamento. Não houve muito avanço no começo, pois o povo gaúcho é muito reservado, mas a palavra de Deus é para todos e o principal nós estávamos fazendo, que era pregar o evangelho de Cristo Jesus, transmitindo seu amor. A visão que nos foi passada era de alcançar vidas e não apenas somatizar números de recenseamento.

O papel da Convenção Batista do Rio Grande do Sul, da Junta de Missões Nacionais e das igrejas foram bem definidas, propiciando uma boa execução do trabalho.

“Considerando a abençoada experiência que foi este projeto e o avanço alcançado, os líderes batistas decidiram que todos os anos, janeiro e julho, normalmente na 2ª. quinzena, teremos TRANS na região Sul do Brasil”, informou o Pr.Daniel M. Eiras, da Gerência Sul da JMN.

É muito gratificante participar de um trabalho como este, que parece nem conseguirmos transmitir com tanta clareza o quão bom é. Quando saímos do conforto de nossos lares e vamos para as ruas, batendo de casa em casa, conseguimos ver com muita nitidez como é grande a cegueira espiritual. Tivemos a notícia que o Rio Grande do Sul é campeão brasileiro em suicídios e possui a menor taxa de crescimento evangélico – menos de 4% ao ano, de acordo com a Sepal.

Sentimo-nos privilegiadas quando pudemos ver pessoas que antes estavam tão cegas, rendendo-se aos pés de Cristo. Uma senhora, que há anos vinha envolvida no Candomblé, não conseguia dormir, pois segundo ela, via demônio em sua casa constantemente. Acumulou uma grande dívida com pai de santo, na esperança de ver seus problemas resolvidos.  Tivemos a oportunidade de falar do amor de Deus àquela senhora, e mostrar o quanto Cristo a amava e já havia pago o maior preço por sua vida. Ela reconheceu o sacrifício de Jesus na cruz, afirmando: “entrego minha vida e a vida da minha família nas mãos Deus”. Então, entregou-nos suas guias, que antes eram seus protetores, para que fossem queimados, demonstrando que sua confiança e proteção agora estavam em Deus.

Vimos também pessoas como uma irmã em Cristo, contaminada com o vírus HIV juntamente com seus cinco filhos, que levam uma vida muito precária, se existisse palavras que pudesse ser mais pejorativa que isso, ela serviria para a realidade daquela mulher, que vive em um lugar desumano, e, apesar de todas as suas dificuldades, ela estava constantemente na missão nos servindo. Ela é feliz, testemunhando do amor de Cristo em sua vida. Paremos para refletir seriamente sobre isso, pois enquanto temos boas condições de vida, ainda sim, reclamamos sobre várias coisas e muitas delas supérfluas. O amor que aquela irmã demonstrou ter por Cristo foi algo que até poderia comparar-se ao de Maria, quando lavou os pés de Jesus com seus cabelos, uma devoção ao nosso Deus.

Esthefani Uchôa / Geise Dantas Castelo
Promotoras de Missões CBSM

Anderson Solano

Anderson Solano

Publicitário, chefe do departamento de comunicação social e gestor de TI.

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