Jornal Batista

Edição nº 2/2015

Essa edição tem como destaques as informações sobre a 69ª Assembleia da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense, realizada na Terceira Igreja Batista de Campo Grande, entre os assuntos a eleição da nova diretoria.  Há também uma reportagem especial sobre o Despertar MS, evento realizado pela Juventude Batista do Brasil, em parceria com a JUBAMS, Convenção e Associações. Também uma reportagem sobre sobre as 10 Metas Contra a Corrupção e como os batistas brasileiros estão se posicional diante da atual situação do país. Confira!

Gestor de Comunicação Social
Bruno Jorge Rodrigues Magalhães, Pr.

Diagramação
Thaís Munhós

Apoio
Anderson Solano

Acervo Online

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História do Jornal

Jornal Batista Sul-Mato-Grossense

O sonho dos batistas de Mato Grosso do Sul de produzir o próprio veículo de comunicação teve início em 1943, ano em que foi criada a Associação Evangélica Mato-Grossense, que deu origem à Convenção Batista Mato-Grossense. Em março de 1944, na assembleia que ocorreu em Três Lagoas, a Convenção decidiu produzir seu próprio jornal para divulgar o trabalho local. Inicialmente o periódico foi denominado de “Jornal O Batista do Oeste”, cujo redator de 1948 a 1950 foi o pastor Sandoval de Oliveira Quintanilha. Em 1950, na 4.ª Assembleia da Convenção, o pastor Sandoval prestou relatório e informou da necessidade de registro junto ao Departamento Estadual de Informações, tendo sido ele mesmo incumbido da providência.

Nos anos seguintes, conforme os relatos registrados em atas, o jornal seguiu cumprindo a missão para o qual foi criado, sendo o principal canal de comunicação entre os batistas do estado. Mas ele também enfrentou dificuldades. Os redatores algumas vezes lamentavam a pouca cooperação das Igrejas com envio de notícias e informações que pudessem ser publicadas e também os poucos recursos disponíveis para custear a impressão e a remessa às Igrejas.

Na Assembleia de 1952, foi eleita uma comissão para discutir a respeito das orientações a serem dadas à redação do periódico, composta pelos pastores Glenn Bridges (relator), Elias Ganev e Lourino Jesus de Albuquerque. O novo redator do jornal passou a ser José Antônio Rego de Oliveira.

Em 1953 assumiu o professor José Pereira Lins a redação do jornal e o dr. Anísio Lyra foi eleito redator auxiliar. Nos anos de 1956 e 1957, os redatores do jornal foram os pastores Altino Vasconcelos e Ney Ângelo Pereira, respectivamente.

Na tentativa de levantar recursos para a impressão e distribuição, a Assembleia de 1965 autorizou “O Batista do Oeste”, pela primeira vez, a publicar anúncios publicitários que não ferissem os princípios morais e éticos professados pela denominação. Em 1968 “O Batista do Oeste” passou a ser denominado de “O Batista Mato-Grossense”, por decisão da 22.ª Assembleia Convencional. Em 1970 a Comissão de Assuntos Eventuais da 24.ª Assembleia da Convenção apresentou relatório em que lamentava a ausência do jornal e recomendava que a Convenção tomasse as providências necessárias para sua reativação. Outra comissão foi nomeada para estudar o assunto e apresentou o relatório seguinte: “É vontade da maioria a volta de ‘O Batista Mato-Grossense’, mas a Junta Executiva não tem verba, dentro do seu orçamento, para cobrir os seus custos e a atual situação financeira é precária”.

E dá o seu parecer: “1 – Que ‘O Batista Mato-Grossense’ volte a circular; 2 – Que o redator seja escolhido pela Junta Executiva; 3 – Que o sustento financeiro venha através de: a) propaganda de firmas administradas por crentes; b) contribuições mensais das Igrejas que assim o desejarem; c) contribuições individuais por parte daqueles que desejam ver o jornal circulando”. (24.ª Assembleia, 1970, 3.ª sessão e sessão extraordinária, Livro 04, f. 79b e 87b).

Quatro anos depois, o jornal estava circulando normalmente, porquanto o relatório do secretário executivo, pastor Williams Balaniuc, apresentado na 28.ª Assembleia em 1974, consignou: “O nosso órgão oficial, o ‘Batista Mato-Grossense’, tem circulado normalmente. Trimestralmente as Igrejas têm recebido as informações concernentes às atividades da Junta, das Igrejas, bem como o relatório financeiro. Agradecemos a cooperação dos colegas e de outros irmãos que cooperaram conosco para que o jornal pudesse circular.” (Livro 04, f. 51).

Em 1982, tendo o missionário pastor Paul Stauffer assumido a redação, a tiragem do jornal foi de 3.000 exemplares e os recursos foram levantados através da veiculação de anúncios publicitários. Em 1995, a edição do segundo trimestre foi feita no primeiro computador adquirido pela Convenção.

Um fato histórico, porquanto, anteriormente à data, as matérias eram digitadas em máquina eletrônica e coladas em outro papel, juntamente com as fotos, formando o chamado boneco. Com o surgimento da tecnologia gráfica, “O Batista Sul-Mato-Grossense”, de 1995 para cá, teve diversas faces, sendo constantemente aprimorado.

Deixou de circular novamente por cerca de dois anos, no período em que a Convenção esteve em dificuldade financeira, imediatamente antes de o Núcleo Gestor assumir a gestão, em janeiro de 2009. Atualmente, “O Batista Sul-Mato-Grossense” possui circulação bimestral, é feito em impressão plana, totalmente colorido, com tiragem de dez mil exemplares.

Foram redatores do “Jornal Batista Sul-Mato-Grossense”: Pr. Sandoval Oliveira Quintanilha (1950); Cláudio Reis Clete (1951); Pr. José Antônio Rego de Oliveira (1952); Pr. Anísio Lyra (redator auxiliar) (1953); Prof. José Pereira Lins (1953-1955); Pr. Altino Vasconcelos (1956); Pr. Ney Ângelo Pereira (1957); Pr. Lourino Jesus Albuquerque (1958); Pr. Ney Ângelo Pereira (1959); Pr. Nelson Nunes de Lima (1960 e 1961); Pr. Gutemberg R. Silva (1961 e 1963); Oseias Sabino de Araújo (1964); Pr. Jonathan de Oliveira (1965-1968); 1969-1973 – a cargo do secretário executivo; Pr. Albino Ferraz (1974); Pr. Geraldo Ventura (1975-1978); Pr. Walter Barbosa Gomes (1978); Pr. Elias Dias de Melo (1981); Pr. Paul Stouffer (1982-1984); secretários executivos da Convenção (1985-2008); Núcleo Gestor/Área de Comunicação, a partir de janeiro de 2009.

Em 2016 o Núcleo Gestor decidiu encerrar a impressão do jornal em função da crise econômica, pelos altos custos para produção e também pelo advento das tecnologias. O departamento de comunicação já vinha avaliando e experimentando algumas alternativas online para colocar a CBSM na web com qualidade e usar o máximo de recursos possíveis para interagir com nosso público, no momento que foi necessária a extinção do jornal, o departamento estava totalmente preparado para trabalhar online. Hoje temos uma lista de e-mails bastante expressiva – igrejas, pastores, voluntários, missionários, etc – e a eles são enviadas periodicamente todo tipo de informação, estamos nas principais redes sociais, temos um canal de vídeos e um local específico para nossas fotos, tudo prático, acessível e barato. Temos um site moderno, com layout limpo e com recursos úteis para nossas igrejas, pastores e associações. Dessa forma vamos suprir através da tecnologia a função principal do jornal que era de informar e registrar fatos, mas de uma forma instantânea, contemporânea e moderna.

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