Interiorização do Evangelho em terras sul-mato-grossenses

por jul 4, 2012Notícias0 Comentários


Interiorização do Evangelho em terras sul-mato-grossenses

(Extratos do livro do Centenário)

No início de 1920, contávamos com três igrejas batistas organizadas no estado do Mato Grosso: PIB em Corumbá (1911), PIB em Aquidauana (1915) e PIB em Campo Grande (1917).

Nessa década, houve uma expansão extraordinária do trabalho tendo o Evangelho, através dos batistas, chegado aos municípios de Ponta Porã, Três Lagoas, Camapuã, Paranaíba, Miranda, Coxim e Rio Verde.

A edição passada deste jornal resgatou a história dos primórdios do trabalho em Ponta Porã e Três Lagoas. Nesta edição, veremos o surgimento do trabalho batista em Camapuã, Coxim e Paranaíba.

Os batistas chegam a Camapuã

Simultaneamente ao trabalho desenvolvido em Três Lagoas, era plantada a semente do Evangelho em Camapuã, graças à dedicação e persistência do pastor Wattie Bethea Sherwood, missionário da Junta de Richmond.

A história dos batistas em Camapuã teve início com a conversão de Benedito da Cruz, que foi evangelizado e batizado por Sherwood em Campo Grande, no ano de 1923.

A convite de Bonfim, o missionário fez uma primeira visita evangelística à cidade, que rendeu muitos frutos. No ano seguinte, Sherwood retornou a Camapuã e realizou sete batismos.

Na terceira visita, em 14 de setembro de 1925, o missionário batizou mais onze pessoas e no mesmo dia, na residência de Benedito Bonfim, organizou a PIB em Camapuã.

A igreja foi fundada com 21 membros, sendo 20 por meio de cartas de transferência da PIB em Campo Grande, igreja-mãe, e uma carta de transferência recebida da PIB em Belo Horizonte (MG).

Na primeira diretoria da igreja estavam Manoel Luiz, secretário, e o irmão Bonfim, tesoureiro.

Os batistas chegam a Coxim

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De Camapuã o Evangelho seguiu para Coxim.
Um morador de Camapuã, chamado Victor Gutierrez, converteu-se ao Senhor e foi batizado. Feliz com sua nova experiência, Gutierrez foi visitar seus familiares em Coxim, a fim de compartilhar sua fé e a mensagem do Evangelho. Por meio da visita, várias pessoas em Coxim converteram-se. O resultado foi o início de um ponto de pregação, que viria a ser organizado em igreja em 12 de outubro de 1927, com 37 membros.
A igreja não teve uma igreja-mãe. As atividades foram iniciadas pelo pastor Elias Ganev, o qual teve contato com o missionário Sherwood, que reconheceu o trabalho em Coxim como sendo batista e assim organizou a igreja.

Os batistas chegam a Paranaíba

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Em 1925, na Fazenda Campeiro, de propriedade do casal Maria e Bartolomeu Agostinho de Oliveira, teve início o trabalho batista na cidade de Paranaíba. Os proprietários da fazenda reuniam-se aos domingos com outros irmãos batistas, dentre eles, Amélia Faria da Silva, Graciana Batista da Silva, Helena Honorato e Simeão Faria da Silva. Uma pequena capela de tábua foi usada por eles e pelos demais frequentadores, que a cada culto aumentavam.

Certo dia, o irmão Simeão Faria foi até Três Lagoas em busca de um pastor para orientar o grupo, porquanto era necessário realizar alguns batismos e constituir uma liderança na missão. Foi assim que o pastor João Gregório Urbieta passou a visitar a pequena congregação em Paranaíba, a cada três meses, passando então a PIB em Três Lagoas a apoiar o trabalho.

Na primeira visita do pastor Urbieta, foram batizados os irmãos Amélia Faria da Silva, Ana Pedra, Aurora da Silva, Bartolomeu Agostinho de Oliveira, Dalvina Honorato, Graciana Batista da Silva, Helena Honorato, Isaura Faria da Silva, João Faria da Silva, Lázara Faria da Silva, Luíza Faria da Silva, Manoel Faria da Silva, Maria Ferreira de Moura, Maria Oliveira, Maria Osória da Silva, Mariana Cândida de Jesus, Nair Garcia da Silva, Simeão Faria da Silva e Tereza Faria da Silva. 

Em 1930, paralelamente às atividades que eram desenvolvidas na Fazenda Campeiro, outro grupo de irmãos se reunia na cidade, na garagem da residência do casal Amaro Lamblem e Ana Catarina Lamblem. Esse grupo também foi apoiado pelo pastor Urbieta.

Quando a Fazenda Campeiro foi vendida, a missão de Paranaíba ficou temporariamente sem reuniões, por falta de um local. Após algum tempo, a fazenda do casal batista Manoel Faria da Silva e Maria Ferreira de Moura passou a sediar as reuniões do grupo, aos domingos pela manhã e à noite. Nessa mesma época, mudou-se para a fazenda vizinha uma família de pernambucanos constituída por três casais cristãos, liderados pelo irmão Augusto Menezes. O trabalho mais uma vez ganhou ânimo e crescimento.

Na década de 40, mudaram-se para Paranaíba os irmãos Augusto Menezes, João Furtado e João Gomes, juntamente com suas famílias, os quais se juntaram aos irmãos da missão batista.

Nessa época, a irmã Ana Miranda possuía uma chácara aos arredores da cidade, que foi colocada à disposição da missão. Assim surgiu pela primeira vez a ideia da construção de um templo.

A essa altura, todos já sonhavam com a emancipação da congregação, que fazia parte da PIB em Três Lagoas. Com a doação do terreno, a mão-de-obra do irmão Lázaro Ferreira de Moura, a madeira ofertada pelo irmão Ataniz Eduardo Lamblem e os tijolos, pelo irmão Ermínio Teodoro, foi construído o primeiro templo batista em Paranaíba. Atualmente no local está a sede da Associação Atlética do Banco do Brasil.

O trabalho prosseguiu e, alguns anos depois, mais uma igreja foi plantada pelos batistas no solo mato-grossense. A PIB em Paranaíba foi organizada em 14 de outubro de 1951, com 33 membros, pelos batistas três-lagoenses. A nova igreja teve Pedro de Souza Brandão como seu primeiro pastor efetivo.

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Anderson Solano

Anderson Solano

Publicitário, chefe do departamento de comunicação social e gestor de TI.

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